Oi, pessoal. Como estão?
Espero que tenham criado várias histórias legais nesse
período de ausência de posts aqui no blog. É extremamente irônico eu começar
uma série ensinando vocês a fazerem algo em sete dias e acabar levando uns sete
meses para concluir, mas antes tarde que mais tarde, não é mesmo?
Vamos retomar nossa rotina e prosseguir de onde paramos, até
porque chegou o grande dia. O último. Acabou. Não tem mais.
Mentira, ainda quero expandir as dicas em posts mais
específicos aqui no blog (tratar com mais profundidade aquelas questões que são
sempre mais complicadas de fazer, como criar uma cidade do zero, criar uma raça
ou povo, criar um idioma, entre outros), mas como o objetivo aqui é apenas
fazer um guia inicial e resumido apenas para que todo mundo tenha uma orientação
de por onde começar, já estamos terminando.
Nos posts anteriores, vimos como criar,
povoar,
desenvolver
a história e a geografia
do mundo, bem como aprofundar
e começar
a detalhá-lo. Hoje, veremos como colocar tudo em ordem para não perder nada
e encontrar todos os arquivos necessários com certa facilidade.
Pega a pipoca e vem!
Dia 7 – Organizando
Ou “Achou que ia descansar, né?”
Agora que, pelo menos, o grosso de seu mundo já está criado,
que já há pessoas, animais e plantinhas vivendo em harmonia (ou não) nos
diferentes locais geográficos criados por você, que tal ordenar isso de uma
forma lógica e simples, que não vá deixá-lo confuso procurando onde está X
coisa na hora de escrever?
De minha parte, tenho TOC em organização. Não consigo
trabalhar direitinho se cada arquivo não estiver bonitinho na sua pasta,
devidamente nomeado de forma que eu possa saber exatamente do que se trata. Se
você também é assim, já deve estar em polvorosa pensando em como vai arrumar
tudo isso de forma que fique fácil de consultar.
Particularmente, acho importante que você tente separar seu
material em diferentes pastas. Uma para as raças, outra para as civilizações
humanas, outra para história do mundo, outra para geografia, e por aí vai. É
altamente recomendado, também, que você use imagens para ajudar a criar as
referências visuais dos ambientes (naturais e criados), das raças e etnias que
compõem esse mundo etc.
Também é desnecessário dizer que, para o bem de sua sanidade
mental, a história em si deve estar separada desses arquivos todos, certo?
Tenha duas pastas, uma para o processo de criação completo (que devem conter as
subpastas listadas no parágrafo anterior e mais outras que você julgue
necessárias) e outra para seu plot e escrita em si da história.
Outra coisa muito importante: tenha inteligência na hora de
nomear os arquivos, ou todo o seu trabalho vai pelo ralo. Não, você não vai se
lembrar do que se trata um docx nomeado como “raça nova 457” dois meses depois.
Coloque os nomes das coisas certinho, algo como “origem dos elfos”, “poderes
das dríades”, ou “criaturas do subsolo do reino de [insira aqui um nome de
fantasia legal]”.
Ao final de todo esse processo, dependendo de como você
trabalhou, espera-se que pelo menos a maior parte do mundo já esteja
devidamente criada e “pronta para uso”. Daqui em diante, dependendo de seu
gosto, você pode se aprofundar e detalhar mais, procurar por furos e inconsistências
e trabalhar em como superar esses problemas, ou já começar a escrever, caso
sinta segurança para tal.
O que importa é que você sempre pesquise e busque novas
formas de criar seu mundo com o máximo de detalhes que seja possível, que se
dedique e procure sempre dar o melhor de si em seu trabalho. É isso o que faz
mundos parecerem reais.
Foi o suor no rosto de seus respectivos autores que criaram
universos incríveis, como a Terra-Média, Nárnia ou Westeros, e tantos outros
que eu poderia citar aqui (mas não vou poder porque esqueci). Não é um processo
fácil, não é simples e certamente você vai quebrar a cabeça muitas vezes até
tudo ficar como você quer/precisa (experiência própria aqui rs). Mas, ao final,
quando seus leitores se sentirem tão ansiosos para visitarem seu mundo quanto
você fica interessado no mundo dos autores que admira, tudo terá valido a pena.
Até as sugestões de internação em clínicas psiquiátricas.
Boa sorte com essas histórias e espero que o especial tenha sido útil. Muito obrigada por terem acompanhado até aqui e podem deixar dúvidas que a gente vai tirando. Para facilitar o trabalho, você pode clicar aqui e baixar o Worksheet bonitinho que preparei com algumas das perguntas fundamentais que vimos ao longo da série e já começar a trabalhar nas respostas.
Lembrando que você precisa baixar ou fazer uma cópia para seu Drive. A edição do arquivo está bloqueada para que ninguém responda diretamente lá e bagunce o propósito do compartilhamento, além de dar spoilers de sua obra (hehe)
Mil beijos e até a próxima semana (espero rs).
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